Encontre o que procura ...

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Honra ...


Moacyr Jaime Scliar (Porto Alegre, 23 de março de 1937 — Porto Alegre, 27 de fevereiro de 2011) foi um escritor brasileiro. Formado em medicina, trabalhou como médico especialista em saúde pública e professor universitário.
Scliar publicou mais de setenta livros, entre crônicas, contos, ensaios, romances e literatura infanto-juvenil. Seu estilo leve e irônico lhe garantiu um público bastante amplo de leitores, e em 2003 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras(cadeira 31), tendo recebido antes uma grande quantidade de prêmios literários como o Jabuti (1988, 1993 e 2009), o Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) (1989) e o Casa de las Américas (1989).
Entre suas obras mais importantes estão os seus contos e os romances O ciclo das águas, A estranha nação de Rafael Mendes, O exército de um homem só e O centauro no jardim.

NO MUNDO DAS LETRAS

Vem à livraria nas horas de maior movimento, mas isso, já se sabe, é de propósito: facilita-lhe o trabalho.
Rouba livros. Faz isso há muitos anos, desde a infância, praticamente. Começou roubando um texto escolar que precisava para o colégio: foi tão fácil que gostou; e passou a roubar romances de aventura, livros de ficção científica, textos sobre arte, política, ciência, economia. Aperfeiçoou tanto a técnica que chegava a furtar quatro, cinco livros de uma vez. Roubou livros em todas as cidades por onde passou. Em Londres, uma vez, quase o pegaram; um incidente que recorda com divertida emoção.
No início, lia os livros que roubava. Depois, a leitura deixou de lhe interessar. A coisa era roubar por roubar, por amor à arte; dava os livros de presente ou simplesmente os jogava fora. Mas cada vez tinha menos tempo para ir às livrarias; os negócios o absorviam demais. Além disso, não podia, como empresário, correr o risco de um flagrante. Um problema - que ele resolveu como resolve todos os problemas, com argúcia, com arrojo, com imaginação.
Zás! Acabou de surrupiar um. Nada de espetacular nessa operação: simplesmente pegou um pequeno livro e o enfiou no bolso. Olha para os lados; aparentemente ninguém notou nada. Cumprimenta-me e se vai.
Um minuto depois retorna. Como é que me saí, pergunta, não sem ansiedade. Perfeito, respondo, e ele sorri, agradecido. O que me deixa satisfeito; elogiá-lo é não apenas um ato de compaixão, é também uma medida de prudência. Afinal, ele é o dono da livraria.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Indicativo e Subjuntivo

Emprego dos tempos do modo indicativo

1.O presente do indicativo expressa um fato atual ou habitual do sujeito.
Leio jornal todos os dias.
Ela sempre fala a verdade.

2.O pretérito perfeito expressa um fato já concluído em época passada.
Perdi todos os meus documentos na semana passada.
Eles assistiram ao espetáculo.

3.O pretérito imperfeito expressa um fato passado porém ainda não concluído.
Vovó apreciava um bom vinho.
Fazíamos boas amizades na Europa.

4. O pretérito-mais-que-perfeito expressa um fato anterior a outro fato que também é passado.
Quando cheguei à estação; o trem já partira.
A palestra ficara monótona, por isso fomos embora.

5.O futuro do presente expressa um fato que deve realizar-se num tempo próximo em relação ao momento presente.
Chegaremos amanhã.
Ela comprará um apartamento.

6. O futuro do pretérito expressa um fato futuro, mas de forma hipotética em relação a um momento passado. É também conhecido como tempo condicional.
Compraria um terno novo, se tivesse dinheiro.
Ele disse que encontraríamos dificuldade...

Emprego dos tempos do modo subjuntivo

1.O presente do subjuntivo expressa um fato atual, exprimindo suposição, dúvida, possibilidade.
Espero que cumpras o teu dever.
Deus te abençoe.

2.O pretérito imperfeito expressa uma ação passada dependente de outra ação passada.
O guarda pediu que eu parasse.
Se ele estudasse mais, passaria no vestibular.

3. O futuro do subjuntivo expressa um fato que vai acontecer relacionado a outro fato futuro.
Farei como julgar melhor.
Quando voltarmos da viagem, decidirei isso.

Vídeo "Na roça é diferente..."

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Grau dos substantivos

Para indicar o tamanho daquilo a que se referem, alguns substantivos podem variar de forma, apresentando-se no aumentativo ou diminutivo.

O mito

O mito apesar de ser um conceito não definido de modo preciso e unânime, constitui uma realidade antropológica fundamental, pois ele não só representa uma explicação sobre as origens do homem e do mundo em que vive, como traduz por símbolos ricos de significado o modo como um povo ou civilização entende e interpreta a existência.
Mito é uma narrativa tradicional de conteúdo religioso, que procura explicar os principais acontecimentos da vida por meio do sobrenatural. O conjunto de narrativas desse tipo e o estudo das concepções mitológicas encaradas como um dos elementos integrantes da vida social são denominados mitologia.

Tipos de Narrador

A narração é um modo de organização de texto cujo conteúdo está vinculado, em geral, às ações ou acontecimentos contados por um narrador.

Tipos de narradores

1 - Narrador-personagem: é o que conta a história da qual é participante. Ele é narrador e personagem ao mesmo tempo, e conta a história em 1ª pessoa.

"Quando avistei-a sozinha na arquibancada da quadra, percebi que era a melhor oportunidade para definitivamente conhecê-la. Então pedi a meu melhor amigo Fabrício que me ajudasse com o plano que eu tinha bolado. Mas enquanto eu passava algumas coordenadas para Fabrício vi Marcos da 8ª série se aproximar e sentar ao lado dela. Será que eles estavam ficando? Mas logo o Marcos..."

2 - Narrador-observador: é o que conta uma história como alguém que observa o que acontece. Transmite para o leitor apenas os fatos que consegue observar e conta a história em 3ª pessoa, como nesse trecho:
"Aos quatorze anos, Miguel Strogoff, que desde os onze acompanhava o pai nas frequentes incursões pela estepe, matara seu primeiro urso. A vida na estepe dera-lhe uma força e resistência incomuns e o rapaz podia passar vinte e quatro horas sem comer e dez noites sem dormir, sem aparentar excessivo desgaste físico, conseguindo sobreviver onde outros em pouco tempo morreriam. Era capaz de guiar-se em plena noite polar, pois o pai lhe ensinara os segredos da orientação – valendo-se de sinais quase imperceptíveis na neve e nas árvores, no vento e no vôo dos pássaros." (Júlio Verne, Miguel Strogoff, p. 16)

Estrutura verbal

Estrutura do verbo (radical + terminação)

O verbo possui uma base comum de significação que é chamada de RADICAL. A esse radical se junta, em cada forma verbal, uma TERMINAÇÃO, da qual participa pelo menos um dos seguintes elementos:

Vogal temática ( -a- , -e-, -i- , respectivamente para verbos de 1ª, 2ª e 3ª conjugação)
Ex.: cant-a, beb-era, sorr-ira

Desinência temporal (ou modo temporal) - indica o tempo e o modo:
canta (ausência de sufixo), cant-a-va, cant-a-ra

Desinência número-pessoal - identifica a pessoa e o número:
canta (ausência de desinência), cant-a-va-s (2ª pessoa singular), cant-á-ra- mos (1ª pessoa plural)







Tipos de frase

Classificação quanto à entonação...

A entoação é um elemento muito importante da frase falada, pois nos dá uma ampla possibilidade de expressão. Dependendo de como é dita, uma frase simples como "É ela." pode indicar constatação, dúvida, surpresa, indignação, decepção, etc. Na língua escrita, os sinais de pontuação podem agir como definidores do sentido das frases.

a) Frases Interrogativas: ocorrem quando uma pergunta é feita pelo emissor da mensagem. São empregadas quando se deseja obter alguma informação. A interrogação pode ser direta ou indireta.
Você aceita um copo de suco?  (Interrogação direta)
Desejo saber se você aceita um copo de suco. (Interrogação indireta)
b) Frases Imperativas:  ocorrem quando o emissor da mensagem dá uma ordem, um conselho ou  faz um pedido, utilizando o verbo no modo imperativo. Podem ser afirmativas ou negativas.
Faça-o entrar no carro! (Afirmativa)
Não faça isso. (Negativa)
Dê-me uma ajudinha com isso! (Afirmativa)
c) Frases Exclamativas:  nesse tipo de frase o emissor exterioriza um estado afetivo. Apresentam entoação ligeiramente  prolongada.
    Que prova difícil! É uma delícia esse bolo!
d) Frases Declarativas:  ocorrem quando o emissor constata um fato. Esse tipo de frase informa ou declara alguma coisa. Podem ser afirmativas ou negativas.

                    Obrigaram o rapaz a sair. (Afirmativa)
                    Ela não está em casa. (Negativa)

Classificação quanto à construção...

a) Frase Nominal: é a frase construída sem verbos.
Fogo!
Cuidado!
Belo serviço o seu!
Trabalho digno desse feirante.
b) Frase Verbal: é a frase construída com verbo.
O sol ilumina a cidade e aquece os dias.
Os casais saíram para jantar.
A bola rolou escada abaixo.

Conto Maravilhoso

01. Os contos maravilhosos caracterizam-se por acontecer no mundo da fantasia, apresentar personagens e fatos mágicos e, geralmente, ter um final feliz.

02. Características:
      - é um texto narrativo;
      - inicia por uma expressão que indica tempo impreciso (Era uma vez, Há muito tempo);
      - a história se inicia em uma situação de tranquilidade, quebrada por uma perda e/ou falta;
      - apresenta final feliz;
      - apresenta fatos mágicos;
      - personagens.

03. Tipo de personagens
      - Protagonista: é o centro da história, o personagem mais importante, um herói ou heroína.
      - Antagonista: é o personagem que atrapalha o protagonista, é o vilão.
      - Secundários: têm uma participação menor ou menos frequente na história.

Gêneros Textuais

01. Texto é uma seqüência verbal (palavras), oral ou escrita, que forma um todo que tem sentido para um determinado grupo de pessoas em uma determinada situação.

Para pensar! Você sabia que o conceito de texto não se limita à linguagem verbal (palavras)? O texto pode ter várias dimensões, como o texto cinematográfico, o teatral, o coreográfico (dança e música), o pictórico (pintura), etc.

02. Tipos textuais referem-se à estrutura composicional do texto. Hoje, admite-se cinco tipos textuais: descrição, narração, d​i​s​s​e​r​t​a​ç​ã​o​,​ e​x​p​o​s​i​ç​ã​o e ​i​n​j​u​n​ç​ã​o​.

É muito importante não confundir tipo textual com gênero textual.

03. Os tipos, como foi dito, aparecem em número limitado. Já os gêneros textuais são praticamente infinitos, visto que são textos orais e escritos produzidos por falantes de uma língua em um determinado momento histórico. O gêneros textuais, portanto, são diretamente ligados às práticas sociais. Alguns exemplos de gêneros textuais são carta, bilhete, aula, conferência, e-mail, artigos, entrevistas, discurso etc.

04. Preste atenção! Piadas, anúncios, poemas, romance, carta de l​e​i​t​o​r​,​ ​n​o​t​í​c​i​a​,​ b​i​o​g​r​a​f​i​a​.​.​. São muitos os gêneros de texto que circulam por aí. São as situações que definem qual utilizar.

Critérios de Correção da Redação

Ortografia J

01. Escrevemos com J as palavras de origem africana ou indígena:
canjica, jibóia, pajé

02. Também as palavras com as terminações em aje:
laje, traje, ultraje

03. Os verbos terminados em jar e suas conjugações:
viajar (viajo, viajamos), sujar (sujaremos, sujara), arranjar (arranjará, arranjou).

Ortografia G

01. Escrevem-se com "G" os substantivos terminados em -agem, -igem, -ugem:
Garagem, aragem, malandragem, barragem, miragem, agiotagem, massagem, viagem, contagem, origem, fuligem, vertigem, ferrugem, rabugem, lanugem. Exceção: pajem, lambujem.

02. Também grafam-se com "G" as palavras terminadas em -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio:
Pedágio, contágio, estágio, régio, egrégio, colégio, prestígio, prodígio, litígio, relógio, refúgio, subterfúgio.

03. As palavras derivadas de outras que se grafam com a letra "G" também são grafadas com "G":
Massagista (de massagem), Vertiginoso (de vertigem), Ferruginoso (de ferrugem), Engessar (de gesso)


04. As gramáticas não definem nenhuma regra específica para essas palavras que também são grafadas com a letra "G". Assim, preste bastante atenção a elas:
Algema, aborígine, agilidade, argila, angico, apogeu, auge, bege, bugiganga, cogitar, drágea, estrangeiro, faringe, gengiva, gengibre, gesto, geringonça, gibi, gilete, gíria, giz, hegemonia, herege, higiene, impingir, megera, monge, rabugento, rabugice, sargento, sugestão, viagem (substantivo), vagem, tangerina, tigela.